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Carnaval de rua de São Paulo
08/02/11 16:50 por -

Desfiles de Blocos e Bandas começam em 19/02

 

No próximo dia 19/02 tem início os desfiles dos blocos e bandas de carnaval de rua da Capital Paulistana, oficialmente organizados pela Abasp - Associação das Bandas Carnavalescas de São Paulo. Como nos anos anteriores, os desfiles prometem ser animados, com presença de banda de metais, que executa as famosas e tradicionais marchinhas de carnaval, bateria estilo Escola de Samba, mulatas e foliões dos mais variados perfis, muitos com fantasias criadas por eles mesmos.

 

 

A cada ano o Carnaval de Rua cresce em termos de público e importância, atraindo turistas de outros estados e países, assim como fiéis seguidores.

A estimativa de público participante nos desfiles de rua é de 6 a 20 mil pessoas.

 

O Carnaval brasileiro é, por excelência, uma festa de rua. Se retrocedermos 40 ou 50 anos na história de nossa cidade, vamos encontrar os festejos carnavalescos sem nenhum tipo de regulamentação oficial, com pouquíssimas agremiações organizadas. Nos bairros populares, os cordões e blocos travavam uma disputa informal – mas muito acirrada – para ver quem aglutinava mais gente, trazia as fantasias mais bonitas, tinha o tema mais irreverente. Nos bairros mais abastados, as famílias desfilavam nos carros (corsos) atirando confete e serpentina, exibindo belas fantasias.

 

Naquela época o ritmo mais importante era a marchinha, e os instrumentos de  sopro eram imprescindíveis. Também eram utilizadas nas bandas as zabumbas, a rabeca e até mesmo a viola.

 

Nos dias de hoje, o Carnaval vira, cada vez mais, uma indústria. Em todo o país a festa movimenta aproximadamente R$ 1 bilhão. Somente em nossa cidade, nos diversos eventos carnavalescos, 1 milhão de pessoas participam, e outras 4 milhões assistem na televisão.

 

Mas, apesar de todo o aspecto comercial e mercadológico da festa, o mais importante mesmo é a alegria e a irreverência das manifestações mais populares e espontâneas. O objetivo principal da ABASP- e deste projeto – é a preservação das manifestações mais típicas do Carnaval Paulistano, ou seja, os desfiles de blocos e Bandas.

 

Durante os anos 60 este tipo de desfile quase desapareceu. Voltou graças à  iniciativa do dramaturgo e diretor teatral Plínio Marcos, que estava cansado de ouvir de seus colegas cariocas de teatro, frases como Bloco, em São Paulo, só de concreto! ou Paulista é frio, não gosta de samba!. Assim no Carnaval de 1972 surgiu a Banda Bandalha, que saia da frente do Teatro de Arena e era formada, principalmente, por atores, atrizes e profissionais do teatro e cinema.

 

A Bandalha, ainda saiu no Carnaval de 1973, na sua última aparição pelas ruas centrais de São Paulo, deixando, no entanto, plantada a semente da alegria e descontração para outros seguidores da Folia de Momo.





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